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Banco Mundial aprova US$ 700 milhões em financiamento para reformas na Jordânia

O empréstimo aprovado apoia reformas sobre licenças empresariais, proteção dos trabalhadores, investimento em energia, mercados de capitais e acesso a financiamento para empresas menores.

Ilustração conceitual de camadas de dados financeiros e fluxos de informações.Ilustração
Ilustração simbólica

Os Diretores Executivos do Banco Mundial aprovaram em 30 de junho de 2026 um empréstimo de US$ 700 milhões para apoiar o investimento privado e o emprego na Jordânia. A operação, chamada Jordan Growth and Competitiveness Development Policy Financing II, respalda o esforço do governo para transformar estabilidade econômica em mais investimentos e melhores empregos. Trata-se da aprovação de um financiamento de políticas públicas, não de um empréstimo a empresas específicas, de uma alocação de investimentos por projeto nem de dinheiro transferido à Jordânia no dia do anúncio.

Segundo o Banco, o programa reúne reformas destinadas a facilitar a atividade empresarial, ampliar o acesso a financiamento, criar empregos e acelerar uma transição verde e digital. A instituição informa que o PIB real da Jordânia cresceu 2,8% em 2025 e que o país recebeu em 2024 sua primeira elevação de classificação de crédito soberano em mais de duas décadas, mantida em 2025. Na avaliação do Banco, o próximo desafio é converter essa estabilidade em investimento privado e oportunidades econômicas mais amplas.

A primeira área de reforma abrange o ambiente empresarial e o setor elétrico. O programa apoia a simplificação de licenças setoriais, a modernização do marco legal para transações eletrônicas e transfronteiriças e a ampliação da proteção social para trabalhadores em modalidades flexíveis e de meio período. Também apoia mudanças destinadas a permitir investimento privado em transmissão, geração e armazenamento de eletricidade. Essas são áreas de política que o empréstimo foi concebido para apoiar; o anúncio não afirma que todas as reformas já foram implementadas nem que nova capacidade de energia já esteja em operação.

A segunda área é o acesso a financiamento para empreendedores e empresas. O programa apoia esforços para modernizar os mercados de capitais, introduzir instrumentos como financiamento coletivo e facilitar empréstimos baseados no fluxo de caixa das empresas. O Banco Mundial afirma que micro, pequenas e médias empresas representam cerca de 99% das empresas na Jordânia. Portanto, uma ampliação do financiamento poderia afetar uma parcela grande dos negócios, embora o comunicado não especifique o montante de crédito esperado nem o número de empresas que provavelmente se beneficiarão.

O pacote também inclui reformas para ajudar microempreendedores sem acesso bancário a abrir contas empresariais e para operacionalizar a Taxonomia Verde Nacional da Jordânia. A modernização da base legal de produtos de seguro e a transferência integral dos pagamentos governamentais de saída para canais digitais estão entre as outras medidas listadas. Sistemas de pagamento digital podem reduzir custos de transação e atrasos, mas esses benefícios não devem ser apresentados como realizados antes de avaliar a qualidade da implementação, a infraestrutura e o acesso dos usuários.

Ao avaliar o financiamento, é preciso distinguir duas etapas: a aprovação do empréstimo pelo Conselho do Banco Mundial e a implementação, pelo governo, das medidas de política apoiadas. A aprovação não significa que os recursos estejam sendo distribuídos diretamente a pequenas empresas. Entre as medidas relevantes a acompanhar estão a entrada em vigor de leis e regulamentos, a redução dos prazos de licenciamento, o início de investimentos privados em projetos de eletricidade e a ampliação do acesso das empresas ao crédito.

Uma avaliação mais completa também deve acompanhar a qualidade dos empregos, o emprego formal, o acesso de empreendedoras a financiamento e os custos de empréstimo para empresas de diferentes portes. O anúncio do Banco apresenta esses pontos como resultados pretendidos, não como resultados já alcançados. Relatórios públicos de implementação e indicadores do programa poderiam mostrar quais reformas o marco de US$ 700 milhões apoia, em que sequência e onde ocorrem atrasos. Sem esses dados, a aprovação do empréstimo é apenas o ponto de partida do processo que liga objetivos de política a mudanças no terreno.

A operação é relevante para a agenda de modernização da Jordânia porque conecta várias áreas de regulação e financiamento em um único programa de políticas. Se licenciamento mais simples, proteção dos trabalhadores, transações digitais e novas ferramentas de financiamento avançarem juntos, as condições para abrir e expandir empresas poderão mudar. Se isso ocorrer será demonstrado por dados posteriores de implementação e resultados, não pelas metas do anúncio. O fato confirmado é a aprovação pelo Conselho de um empréstimo de US$ 700 milhões e as áreas de política que o Banco lista para apoio.

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