Ministério saudita divulga indicadores de produção e valor da agricultura em 2025
Em conferência agrícola em Riad, o ministério afirmou que a contribuição do setor ao PIB subiu de SAR 74 bilhões em 2016 para SAR 124 bilhões em 2025; os padrões de produção e comércio variaram entre os grupos de alimentos.
Período do evento/dos dados:
Publicado: · Atualizado:

O Ministério do Meio Ambiente, da Água e da Agricultura da Arábia Saudita (MEWA) apresentou um conjunto de indicadores do setor para 2025 na Saudi International Conference for the Future of Agriculture, realizada em Riad em 22 de outubro. O ministério afirmou que a contribuição da agricultura para o produto interno bruto subiu de SAR 74 bilhões em 2016 para SAR 124 bilhões em 2025. A produção vegetal foi de cerca de 11,6 milhões de toneladas em 2025, incluindo aproximadamente 3 milhões de toneladas de frutas, entre elas tâmaras; a produção de leite foi de 2,7 milhões de toneladas. São indicadores agregados apresentados em uma conferência. O anúncio não informa se o valor em riais foi ajustado pela inflação; portanto, um aumento nominal do valor não deve ser tratado como equivalente a crescimento real do volume produzido.
A apresentação abrange não apenas a produção total, mas também a posição distinta dos grupos alimentares no abastecimento interno e no comércio. Em 2025, a produção doméstica de frutas, excluídas as tâmaras, superou 1 milhão de toneladas; as importações de frutas foram de cerca de 1,9 milhão de toneladas e a demanda doméstica estimada foi de aproximadamente 2,9 milhões de toneladas. Os números mostram que as importações continuaram substanciais mesmo com o crescimento da produção local de frutas. Segundo o MEWA, cítricos, azeitonas, uvas e mangas representaram mais de 90% da produção doméstica de frutas. Esse percentual descreve a composição da produção local; não significa que essas culturas tenham atendido a toda a demanda interna nem que suas importações tenham sido insignificantes. A fonte oferece um retrato da produção e do comércio, mas não uma tabela de importação por cultura nem um balanço completo de oferta e uso.
Para a carne vermelha, a apresentação da conferência indicou produção doméstica de cerca de 293.000 toneladas e importações líquidas de 281.000 toneladas. O MEWA apresentou uma taxa composta de crescimento anual de 7% para as importações entre 2016 e 2025 e afirmou que as exportações caíram 1%. É necessário manter esses fluxos distintos: importações líquidas são as importações após a dedução das exportações, não as importações brutas. O anúncio não informou o consumo nessa seção, portanto produção e importações líquidas não devem ser somadas e denominadas oferta total ou consumo per capita. Os números mostram que o comércio exterior continuou fazendo parte da oferta de carne vermelha enquanto a produção interna também foi uma fonte significativa em 2025. Por si só, não explicam mudanças nos preços, nas margens dos produtores ou no consumo das famílias.
O quadro informado para a carne de aves foi diferente. A produção doméstica superou 1,3 milhão de toneladas, as importações líquidas foram de cerca de 483.000 toneladas e o consumo total ultrapassou 1,79 milhão de toneladas. O MEWA afirmou que as importações diminuíram a uma taxa composta anual de 5% e que as exportações cresceram 8% entre 2016 e 2025. O ministério relacionou a expansão da produção doméstica à substituição de importações. O resumo da conferência, porém, não discrimina a variação por investimentos de empresas, insumos para ração, controles de doenças ou capacidade das instalações. Os totais de aves indicam que a composição da oferta mudou, mas não são suficientes para estabelecer custos de produção, rentabilidade ou efeitos nos preços ao consumidor. Manter separados os valores de produção, importações líquidas e consumo é necessário para descrever o que o ministério efetivamente informou.
A pesca e a aquicultura também foram apresentadas como um setor separado. O MEWA estimou a produção doméstica em cerca de 290.000 toneladas em 2025, as importações líquidas em 131.000 toneladas e o consumo em 421.000 toneladas; a taxa de autossuficiência de pescado foi de 69%. O ministério disse que a produção doméstica se expandiu enquanto as exportações cresceram a uma taxa composta anual de 1% entre 2016 e 2025. O percentual é um indicador de autossuficiência, não um volume de produção: descreve a oferta doméstica em relação à medida de consumo pertinente. O relatório da conferência não detalha quais espécies nem a divisão entre aquicultura e pesca de captura incluídas no agregado. Comparações com outros grupos de alimentos precisam, portanto, preservar o escopo da medida de pescado e seu ano de referência, 2025.
Os indicadores de produtos orgânicos abrangem um período mais longo. O MEWA afirmou que a produção de produtos orgânicos aumentou de 45.630 toneladas em 2018 para 86.980 toneladas em 2025, alta informada de 90%. O número de propriedades orgânicas subiu de 175 para 527 no mesmo período, enquanto os pontos de venda aumentaram de 190 para 433. A expansão simultânea da produção, das propriedades e dos pontos de venda indica que o mercado envolve mais do que a produção no campo. A apresentação não informa a distribuição por tamanho das propriedades, o escopo da certificação, a participação dos produtos nem o valor das vendas. Um aumento de 201% no número de propriedades também não significa que a capacidade produtiva de cada uma tenha crescido na mesma proporção. Seriam necessárias essas medidas adicionais para descrever as mudanças na estrutura e no desempenho comercial do setor.
Os números da apicultura também exigem uma distinção entre produção e quantidade de unidades produtivas. O MEWA afirmou que a produção de mel aumentou de 1.600 toneladas em 2016 para 7.800 toneladas em 2025. O relatório da conferência também apresentou números de colmeias, mas o escopo dessa série não foi explicado e ela não pode ser facilmente conciliada com outras estatísticas nacionais de apicultura; por isso, não é reproduzida aqui. Durante o mesmo período da feira agrícola, a SPA publicou uma declaração separada do programa Reef sobre colmeias modernas e produção de mel em 2026. Essa declaração referente a 2026 tem período de referência e enquadramento programático diferentes da série nacional de transformação do MEWA para 2016–2025. As duas divulgações podem oferecer contexto, mas suas medidas não devem ser combinadas como se fossem uma única série consistente.
As estatísticas nacionais oferecem uma referência de comparação separada para os totais da conferência de 2025. O boletim agrícola de 2024 da GASTAT registrou cerca de 1,923 milhão de toneladas de tâmaras, 1,651 milhão de toneladas de cereais, 2,745 milhões de toneladas de hortaliças cultivadas em campo aberto e 797.000 toneladas de hortaliças protegidas. São valores de 2024 organizados por grupo de culturas; diferem em ano e cobertura do total de produção vegetal de 2025 do MEWA. A GASTAT afirma que suas estatísticas agrícolas se baseiam em dados de pesquisas e registros administrativos. Essas definições mostram por que comparações por produto e período são mais informativas do que um único agregado. Os números da conferência são mais recentes, mas o anúncio não publica uma série completa com todas as definições estatísticas e revisões correspondentes.
As observações do MEWA na conferência também identificaram a eficiência no uso da água, a localização de tecnologias e a ligação entre pesquisa e aplicação prática como prioridades. Essas prioridades não bastam para atribuir aumentos de produção a tecnologias específicas: o relatório da conferência não é um estudo de impacto que meça quanto da produção veio de cada intervenção. A descrição da exposição do ministério reuniu agricultura, pecuária, ração, aquicultura, serviços veterinários, processamento de alimentos e embalagem. Essa amplitude mostra por que a discussão de políticas inclui cadeias de abastecimento, investimentos e processamento, além da produção agrícola. As fontes disponíveis permitem descrever separadamente os objetivos e os valores informados. Não quantificam o efeito de uma tecnologia, parceria ou investimento específico nos totais do setor.
Também importa conhecer os limites da evidência apresentada na conferência. Os números são atribuídos a apresentações de autoridades ministeriais; a notícia não explica, produto a produto, quais registros administrativos foram usados nem se os valores estão sujeitos a revisão. As estatísticas anuais da GASTAT cumprem outro papel: a autoridade divulga dados detalhados por grupo de culturas e região para a produção vegetal e animal, com base em pesquisas e informações administrativas. Os números apresentados pelo MEWA na conferência oferecem uma descrição mais recente de 2025, enquanto o boletim estatístico fornece medições detalhadas de 2024. A diferença de anos não elimina o valor dos dados da conferência como atualização, mas significa que os leitores não devem juntar as duas fontes em uma única série verificada sem harmonizar definições e cobertura.
Em conjunto, os números da conferência apontam para a expansão da capacidade doméstica e para diferentes perfis de importação e autossuficiência entre os grupos alimentares. Para carne de aves e pescado, o ministério informou separadamente produção, importações líquidas e consumo; para frutas e carne vermelha, nem todas essas medidas foram apresentadas na mesma base. Não é possível derivar dos números fornecidos um único índice de produção doméstica para todos os grupos de alimentos. Uma avaliação adicional se beneficiaria das definições por produto do MEWA, de tabelas anuais comparáveis e de estatísticas de oferta e uso da GASTAT para anos compatíveis. As comparações do ministério entre 2016 e 2025 mostram mudanças setoriais de longo prazo, mas, sem ajustes para efeitos de preços, número de produtores e uso de recursos, não medem integralmente a natureza econômica desse crescimento.
Dados
Indicadores de 2025 divulgados pelo MEWA
Indicadores de 2025 informados pelo MEWA em seu relatório da conferência de 22 de outubro de 2026; o escopo das medidas pode variar entre grupos de alimentos.
- Contribuição da agricultura para o PIB, 2016
- 74 billion SAR
- 2016 · Observado
- Contribuição da agricultura para o PIB, 2025
- 124 billion SAR
- 2025 · Observado
- Produção vegetal, 2025
- ≈11.600.000 tonnes
- 2025 · Observado
- Produção de leite, 2025
- ≈2.700.000 tonnes
- 2025 · Observado
- Produção de carne vermelha, 2025
- ≈293.000 tonnes
- 2025 · Observado
- Importações líquidas de carne vermelha, 2025
- ≈281.000 tonnes
- 2025 · Observado
- Produção de pescado, 2025
- ≈290.000 tonnes
- 2025 · Observado
Metodologia
Os valores são transcritos conforme apresentados pelo ministério. Variações percentuais e medidas de quantidade permanecem separadas; não foram acrescentados cálculos ausentes da fonte.
Atualizado:
Temas e lugares
Sugestões de temas
- Agricultura e pescasAnotação sugerida
- Preserved editorial category/topic; broad candidate onlywww.mewa.gov.sa ↗www.stats.gov.sa ↗www.stats.gov.sa ↗www.spa.gov.sa ↗www.mewa.gov.sa ↗
Referências geográficas
São exibidas apenas referências geográficas fornecidas pela fonte. Abrir um mapa externo é opcional. Os mapas opcionais das notícias usam o OpenStreetMap. Ao abrir um mapa, seu endereço IP e o endereço deste site são enviados ao provedor do mapa. Os dados de localização continuam disponíveis em texto sem carregar o mapa.
- Arábia Saudita · Função do lugar: Cobertura · Tipo de lugar: país ou área · Precisão da localização: regionalEvidência
- Explicit preserved editorial country/region; no city or national centroid inferredwww.mewa.gov.sa ↗www.stats.gov.sa ↗www.stats.gov.sa ↗www.spa.gov.sa ↗www.mewa.gov.sa ↗