Economia / MUNDO

Pernoites em hotéis na Espanha cresceram 1,7% em setembro e preços subiram 6,7%

O INE contabilizou mais de 40,1 milhões de pernoites; a receita média por quarto ocupado chegou a €141,6.

Ilustração conceitual da economia global e conexões comerciais.Ilustração
Ilustração simbólica

Os hotéis espanhóis registraram mais de 40,1 milhões de pernoites em setembro de 2026, alta de 1,7% sobre o mesmo mês do ano anterior, segundo dados provisórios publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) em 23 de outubro. O crescimento veio de viajantes não residentes: suas noites aumentaram 3,2%, enquanto as de residentes na Espanha caíram 1,9%. O avanço mensal, portanto, não foi compartilhado igualmente pelos grupos de visitantes.

De janeiro a setembro, os pernoites em hotéis aumentaram 1,5% em comparação com o mesmo período de 2025. As noites de não residentes cresceram 2,2%, e as de residentes, 0,1%. As mudanças divergentes de setembro ocorreram, assim, dentro de um período de nove meses em que as comparações acumuladas dos dois grupos continuaram positivas ou quase estáveis, embora a trajetória mensal tenha sido desigual.

Os destinos variaram conforme a residência dos viajantes. Andaluzia, Catalunha e Comunidade Valenciana receberam as maiores parcelas das noites de residentes, com 22,4%, 13,8% e 12,8%. Entre não residentes, as Ilhas Baleares responderam por 32,5%, seguidas por Catalunha, com 18,4%, e Canárias, com 17,7%. A zona turística de Maiorca registrou mais de 7,3 milhões de pernoites; Madri, Barcelona e Calvià lideraram entre destinos individuais.

A ocupação das vagas oferecidas chegou a 67,0% em setembro, alta anual de 0,3%. A ocupação nos fins de semana foi de 72,6%, aumento de 0,4%. As Ilhas Baleares tiveram a maior ocupação regional por vagas, 82,6%; a área de Palma-Calvià alcançou 85,3% no total e 88,8% nos fins de semana. Llucmajor foi o ponto turístico individual com maior ocupação, 90,1%, e 94,2% nos fins de semana.

Preços e receita por quarto cresceram mais que os pernoites. O Índice de Preços Hoteleiros avançou 6,7% em um ano; regionalmente, a alta variou de 2,4% em Aragão a 13,7% em Ceuta. A diária média por quarto ocupado foi de €141,6, aumento de 7,4%. A receita por quarto disponível (RevPAR), influenciada tanto pela tarifa quanto pela ocupação, atingiu €110,5, alta de 7,7%. São médias do setor, não o preço ou a receita de cada hotel.

A publicação reúne a pesquisa de ocupação hoteleira, o índice de preços e indicadores de rentabilidade; os resultados de setembro são provisórios. Pernoites, ocupação, preços e receita por quarto são medidas diferentes: mais estadias não provam, por si só, maior capacidade hoteleira, e o RevPAR depende das tarifas e da ocupação. Os dados mensais devem ser lidos como sinais relacionados, porém distintos, e não como uma única medida do crescimento do turismo.

Como os dados de setembro são provisórios, atualizações futuras podem alterá-los. O INE fornece tabelas mensais detalhadas por comunidades, províncias, zonas e pontos turísticos, mas o dado nacional isolado não mostra a distribuição de cada localidade ou categoria hoteleira. O comunicado também não identifica as causas das mudanças de preços ou demanda.

Dados

Tabela

Ocupação hoteleira e variação de preços

Variação anual ou ocupação total das camas, setembro de 2026.

Variação anual dos pernoites (set. 2026)1.7
Variação anual do índice de preços hoteleiros (set. 2026)6.7
Taxa de ocupação das camas (set. 2026)67
Metodologia

Pesquisa hoteleira provisória do INE. Pernoites, ocupação, índice de preços, diária por quarto ocupado e RevPAR são indicadores distintos.

Atualizado:

Tabela

Receita hoteleira por quarto

Diária e receita por quarto disponível, setembro de 2026.

Diária média por quarto ocupado (EUR)141.6
Receita por quarto disponível (RevPAR, EUR)110.5
Metodologia

Pesquisa hoteleira provisória do INE. Pernoites, ocupação, índice de preços, diária por quarto ocupado e RevPAR são indicadores distintos.

Atualizado:

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