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Petra recebeu 43.901 visitantes em setembro, enquanto a chegada de estrangeiros permaneceu mais fraca

A visitação nos primeiros nove meses ficou 2,8% abaixo do ano anterior; o número de visitantes jordanianos aumentou, enquanto o de estrangeiros caiu mais acentuadamente.

Ilustração conceitual da economia global e conexões comerciais.Ilustração
Ilustração simbólica

Petra recebeu 43.901 visitantes em setembro de 2026, segundo a Autoridade da Região de Desenvolvimento e Turismo de Petra. O total ficou 8% abaixo dos 47.658 registrados em setembro de 2025. O chefe da autoridade, Adnan Sawa’ir, disse que a atividade melhorou na segunda metade do mês, coincidindo com a retomada e estabilização do tráfego aéreo. A declaração sugere uma possível relação, mas as contagens publicadas, por si só, não demonstram que os padrões de voos causaram a mudança no número de visitantes.

Visitantes estrangeiros representaram cerca de metade do total de setembro. Foram 21.995, ante 25.931 um ano antes. O mês também registrou 3.560 visitantes árabes, 17.136 jordanianos e 1.057 residentes. A autoridade informou média de cerca de 1.463 visitantes por dia. Esses totais mostram as categorias de visitantes e oferecem uma comparação anual; não medem gastos, pernoites nem a contribuição de cada grupo para a economia local de Petra.

O período mais longo apresenta um quadro diferente para os visitantes jordanianos. Petra registrou 362.215 visitantes de janeiro a setembro de 2026, ante 372.779 no mesmo período de 2025, queda de 2,8%. Dentro desse total, os visitantes jordanianos passaram de 114.187 para 144.536, alta de 26,6%. Os visitantes árabes também aumentaram, de 20.389 para 21.065, ou 3,3%. O crescimento desses grupos não se traduziu em aumento da visitação total.

A queda de visitantes estrangeiros é parte importante dessa diferença. Nos primeiros nove meses, as chegadas de estrangeiros recuaram de 224.296 para 184.387, redução de 17,8%. Em outras palavras, o aumento das visitas domésticas e de visitantes de países árabes não foi suficiente, em número de visitantes, para compensar a diminuição de estrangeiros. A fonte cobre apenas Petra, porém. Não é uma medida dos fluxos turísticos em toda a Jordânia nem mostra se os visitantes de Petra também viajaram a outras partes do país.

Em setembro, os Estados Unidos foram o maior mercado estrangeiro nomeado, com 3.803 visitantes. A Rússia respondeu por 3.004, a Espanha por 1.653, o Reino Unido por 1.437 e a Alemanha por 1.178. A lista de cinco países oferece uma visão apenas parcial da diversidade dos mercados, pois a autoridade não publicou a distribuição completa por nacionalidade. As contagens também diferem de gastos por pessoa, compras de pacotes, capacidade sazonal ou receita de empresas locais.

A estabilidade das conexões aéreas pode ser relevante para Petra, mas uma avaliação mais ampla da demanda exigiria dados sobre assentos, cancelamentos, pernoites e gastos de visitantes. Não é possível avaliar a escala da melhora na segunda metade do mês mencionada pela autoridade, pois não foram publicados números diários ou semanais. O comunicado destacou promoção e cooperação com agentes do setor de aviação, mas não informou orçamento, mercados-alvo, cronograma nem métricas de desempenho dessas ações.

Os dados mostram ao mesmo tempo que a visitação em Petra permaneceu abaixo do ano anterior em setembro e que as visitas de jordanianos aumentaram nos primeiros nove meses. Por isso, o total deve ser analisado junto com sua composição por mercado de origem. Números mensais futuros de visitantes estrangeiros, acesso aéreo, pernoites, receita de ingressos e gastos poderiam ajudar a mostrar se a recuperação decorre de mais visitas, maior gasto ou ambos.

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